Raul Lino nasceu em Lisboa em 1879 e estudou na Grã-Bretanha, na Irlanda e na Alemanha, onde se interessou pelo movimento Arts&Crafts e colaborou com Albrecht Haupt (1852-1932). Uma figura ímpar da Arquitectura Portuguesa do século XX, foi um admirador e forte apologista dos arquétipos tradicionais, tendo estudado em detalhe os do seu país de origem, a que voltou aos 20 anos de idade.
Autor do célebre volume “Casas Portuguesas”, preocupou-se com a integração da construção na paisagem e com o estudo e documentação das artes de construção vernaculares das várias regiões do país. Defendia como primordial a resposta dos espaços às pessoas e às culturas a que se destinam.
A sua vasta obra encontra-se espalhada por todo o território nacional, podendo destacar-se, a título de exemplo, a Casa do Cipreste (1912, Sintra), o Cinema Tivoli (1925, Lisboa) e o Pavilhão do Brasil na Exposição do Mundo Português (1940, Lisboa). Durante a sua longa via profissional, ocupou ainda cargos no Ministério das Obras Públicas, foi Superintendente dos Palácios Nacionais, membro fundador da Academia Nacional de Belas Artes e colaborador artístico de um incontável número de publicações.